"o meu objecto como imagem"

desenhar
descrever
fotografar
O “O meu Objecto como Imagem”, parte integrante de um todo espaço real, que nos envolve e absorve, como esta peça – objecto
que manuseio com a minha mão esquerda, com ela sinto a sua estrutura, textura e no seu todo, massa.
Desenho
“ O Meu Objecto como Imagem”

O aparente vazio do objecto sentido como se às cegas o desenhasse, sai de dentro para fora e ganha forma, por si só o objecto manifesta-se á percepção sensorial por reflexão da luz sentida – absorvida ou reflectida, a imagem vista ganha forma e dimensão tornando-se distinta na sua textura assim como a pigmentação que se apropriou do seu próprio lugar neste pequeno espaço, ¼ de duas mãos juntas esticadas, com uma espessura aproximada ao diâmetro de uma caneta “BIC”.
Enquanto e como um ainda simples “pedaço” de um objecto, por mais que se percepcione que fez parte de um todo como objecto, ocupou e ocupa um lugar no espaço cheio, vazio, contido ou expansivo e no tempo e por si só ganhou e assumiu uma nova forma reassumindo-se na sua singularidade como objecto, matéria que se apropriou do espaço real, abandonada e vagueando no percurso do tempo.

Foi durante este percurso, num lugar num determinado tempo, que encontrei este pequeno objecto que se desprendeu libertando-se da efemeridade do espaço contido onde se expunha, precipitou-se em mergulho em direcção ao chão e assim quebrar o silêncio, como se de um grito se tratasse de euforia, libertação do tempo em que estava contido, aprisionado ou como que se esperasse pelo momento, como se quisesse oferecer-se, talvez na tentativa de ganhar uma nova atenção, em detrimento da sua forma original ou função num todo, ou ainda como se fosse para despertar, alertar para o espaço real que nos envolve estar rodeado de obras de arte.


“Uma imagem vale mais que mil palavras”

Este objecto apesar de ter ganho uma nova forma e imagem, foi amaçado, modelado, concebido, criado  processado num pequeno pedaço, aglomerado em bloco liso, são caracterizados pela chacota fina(placa de barro previamente cozida), geralmente apresentam padrões baseados em quatro azulejos iguais, compostos de forma a criar um padrão seguindo a fórmula 2x2/1. Eram revestidos com uma camada de vidrado incolor de óxido de chumbo, em que numa das duas superfícies é impregnado, apropriado por estampa com um desenho e textura simples, monocromático, marcante nas cores e desenho fixados, como que se fossem congelados, apesar de na realidade neste processo de perpetuar a cor ou o desenho e por si só o próprio objecto, passa pela completa transformarção num processo de fusão com altas temperaturas, para o cozer do barro e da fusão do vidrado, concebendo uma estrutura com características determinantes para isolamentos do frio da água ou do calor, elemento de características térmicas, para além da simples utilização no revestimento é aplicado na criação de painéis em que se eleva no evocativo e cultural ou de interesse artístico, caracterizado ao longo dos séculos.
Vemos azulejos desde que abrimos os olhos para o mundo. Estão nos jardins, fontes nas paredes de edifícios públicos, fachadas das casas, igrejas, ruas em toda a parte.
A produção oitocentista portuense, lugar do percurso do registo deste momento, com o objecto que tenho em mão, apresenta três tipos básicos de azulejos: lisos (de estampilha e de estampagem), de relevo (alto-relevo e meio relevo) e biselados (de aresta).
É neste processo integrado fundido em volto do real, que o homem necessita de registar, imprimir e perpetuar, parar no tempo momentos, estímulos, cessações visuais e sensoriais, com que se confronta ao longo do percurso de um tempo, seja em que lugar for o conceber um desenho, descrever ou o fotografar, assim como a concepção deste objecto ou este “Exercício”, integram um processo comum.
 
 

 


vista da praça dos Poveiros - Porto

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